Brasília - A decisão do presidente Lula de sancionar ontem o
reajuste de 7,72% para os aposentados do Instituto Nacional do
Seguro Social (INSS) que ganham acima de um salário mínimo foi
tomada no início da tarde, após reunião com integrantes de sua
equipe econômica. Segundo o ministro da Fazenda, Guido Mantega,
para que a medida não comprometa o equilíbrio fiscal ocorrerão
cortes no Orçamento da União no valor de R$ 1,6 bilhão. Os cortes
serão feitos no custeio e em emendas de parlamentares. "Vamos
garantir o equilíbrio fiscal, a solidez das contas públicas e a
obtenção do superávit primário, portanto, a medida se equilibra com
os cortes", disse Mantega que, junto com o ministro do
Planejamento, Paulo Bernardo, defendia o veto.
A decisão do presidente foi elogiada por líderes de partidos
aliados e de oposição. "O aumento foi correto. Não foi só porque é
ano eleitoral. O presidente vem dando esses aumentos. Há tempos ele
vem fazendo uma política mais frouxa no aspecto fiscal", afirmou o
presidente nacional do Dem, deputado Rodrigo Maia (RJ). "Eu
esperava por isso. O Lula adora fazer cortesia com o chapéu
alheio", disse o líder do PSDB na Câmara, João Almeida (BA).
Para o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), o aumento
dado aos aposentados será revertido aos cofres públicos com o
pagamento de mais impostos, principalmente no consumo de
mercadorias. "O governo fez as contas e viu que podia bancar o
aumento", afirmou Jucá. Um dos maiores articuladores em favor do
reajuste, o senador Paulo Paim (PT-RS), elogiou o presidente Lula,
mas lamentou que não tenha sido sancionado o fim do fator
previdenciário. "É importante que nesse momento mágico da economia
o presidente tenha sancionado o aumento de 7,7%. Ganhamos uma etapa
da luta, mas a luta pela derrubada do veto ao fim do fator
previdenciário continua."
Segunda-feira à noite, em entrevista à TV Cultura, a candidata do
PV à Presidência, Marina Silva, também defendeu a sanção do projeto
e se posicionou contra o fim do fator previdenciário. "O reajuste é
importante para que essas pessoas recuperem o seu poder aquisitivo,
pois gastam muito com remédios", disse.
Conceder os 7,72% exigirá cortes escrito em quinta 24 junho 2010 21:12
Conceder os 7,72% exigirá cortes escrito em quinta 24 junho 2010 21:12
Brasília - A decisão do presidente Lula de sancionar ontem o
reajuste de 7,72% para os aposentados do Instituto Nacional do
Seguro Social (INSS) que ganham acima de um salário mínimo foi
tomada no início da tarde, após reunião com integrantes de sua
equipe econômica. Segundo o ministro da Fazenda, Guido Mantega,
para que a medida não comprometa o equilíbrio fiscal ocorrerão
cortes no Orçamento da União no valor de R$ 1,6 bilhão. Os cortes
serão feitos no custeio e em emendas de parlamentares. "Vamos
garantir o equilíbrio fiscal, a solidez das contas públicas e a
obtenção do superávit primário, portanto, a medida se equilibra com
os cortes", disse Mantega que, junto com o ministro do
Planejamento, Paulo Bernardo, defendia o veto.
A decisão do presidente foi elogiada por líderes de partidos
aliados e de oposição. "O aumento foi correto. Não foi só porque é
ano eleitoral. O presidente vem dando esses aumentos. Há tempos ele
vem fazendo uma política mais frouxa no aspecto fiscal", afirmou o
presidente nacional do Dem, deputado Rodrigo Maia (RJ). "Eu
esperava por isso. O Lula adora fazer cortesia com o chapéu
alheio", disse o líder do PSDB na Câmara, João Almeida (BA).
Para o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), o aumento
dado aos aposentados será revertido aos cofres públicos com o
pagamento de mais impostos, principalmente no consumo de
mercadorias. "O governo fez as contas e viu que podia bancar o
aumento", afirmou Jucá. Um dos maiores articuladores em favor do
reajuste, o senador Paulo Paim (PT-RS), elogiou o presidente Lula,
mas lamentou que não tenha sido sancionado o fim do fator
previdenciário. "É importante que nesse momento mágico da economia
o presidente tenha sancionado o aumento de 7,7%. Ganhamos uma etapa
da luta, mas a luta pela derrubada do veto ao fim do fator
previdenciário continua."
Segunda-feira à noite, em entrevista à TV Cultura, a candidata do
PV à Presidência, Marina Silva, também defendeu a sanção do projeto
e se posicionou contra o fim do fator previdenciário. "O reajuste é
importante para que essas pessoas recuperem o seu poder aquisitivo,
pois gastam muito com remédios", disse.
A Desaposentadoria (Desaposentação) do Segurado não afronta o equilíbrio atuarial do sistema Previde escrito em sexta 04 junho 2010 09:07
Há cinco anos defendo esta tese: renunciar à aposentadoria anterior, de menor valor, para pleitear uma nova, mais tarde, de maior valor, incorporando os anos extras de contribuição previdenciária.
O trabalhador com 35 anos de contribuição e a trabalhadora com 30 corre até o INSS e pede a aposentadoria. Não dá bola para a idade e nem para a fórmula de cálculo, o tal do Fator Previdenciário (que existirá até que o presidente Lula sancione a lei que acaba com ele).
Afobados, não pensam que a aposentadoria é para a vida toda. Pensam só em ganhar em dobro, pois vão continuar a trabalhar.
Por isso, entre os aposentados brasileiros é mais comum encontrar gente trabalhando que descansando, ou seja, desaposentados.
Anos depois, cansados, decidem parar de verdade. Sem o salário, vão viver, ou sobreviver, só da mísera aposentadoria.
Ocorre que quem continua a trabalhar depois de aposentado é obrigado a contribuir para o INSS. Mas contribui para nada, melhor, só para tapar o furo da previdência social. É um dinheiro jogado fora, pois não dá direito a nenhum benefício adicional.
Em 1999, após três anos de desequilíbrios crescentes, e com a não aprovação da idade mínima para a aposentadoria na Emenda Constitucional n.º 20 de 1998, o Ministério da Previdência Social buscou encontrar formas de estabelecer a correlação entre contribuições e aposentadorias pagas. Atingir o desejado equilíbrio financeiro e atuarial, o mais importante critério técnico referente à previdência social.
Tal projeto instituiu uma nova fórmula de cálculo do beneficio inicial e passou a considerar não mais os últimos 36 meses de contribuição, mas sim todos os salários de contribuição desde julho de 1994 até a data da aposentadoria.
O período escolhido foi em razão da estabilidade da moeda com a implantação do Plano Real. Assim, gradativamente, seriam considerados, para efeito de aposentadoria, períodos contributivos cada vez maiores até chegarmos aos 35 anos de contribuição ou superior, considerados aqueles que começaram a trabalhar em julho de 1994.
A fórmula proposta, chamada de fator previdenciário, passou a correlacionar a poupança previdenciária com o usufruto dessa poupança, considerando o tempo e a alíquota de contribuição, a idade e a expectativa de sobrevida do segurado, introduzindo “variáveis atuariais” no cálculo do beneficio.
Tal fórmula ensejava uma “capitalização escritural”. Isso significa que, embora o INSS não forme poupança previdenciária, pois usa as contribuições mensais para pagar os benefícios mensais, seriam consideradas todas as contribuições do segurado como se fossem sendo virtualmente capitalizadas. As contas seriam imaginárias e o cálculo do beneficio feito com base na divisão de um valor acumulado contabilmente, em nome do segurado, dividido pela expectativa de sobrevida (IBGE) do mesmo segurado no momento da aposentadoria.
Após a implantação do fator, pode-se afirmar matemática, financeira e atuarialmente, que o segurado, no momento da aposentadoria, recebe rigorosamente pelo que contribuiu; ou que contribuiu rigorosamente pelo que vai receber até a morte. Sendo assim, esta conta é uma conta de resultado atuarial 0 (zero), ou seja, significa que a aposentadoria foi toda paga pelo segurado antes de se aposentar. Centavo a centavo. É o que diz a lei.
Ora, se, após se aposentar, ele permaneceu no mercado de trabalho formal, como segurado obrigatório da Previdência Social, vertendo contribuições por mais alguns anos, formou uma nova poupança previdenciária virtual.
Assim, de acordo com a própria fórmula do Fator Previdenciário, o aposentado passou a ter direito a melhorias no seu benefício anterior. Sem dar origem a um novo benefício, o recolhimento adicional se configuraria mais como imposto do que como contribuição previdenciária para custear um seguro social. Uma apropriação indébita, locupletamento do INSS, que estaria percebendo valores além dos previstos para financiar a aposentadoria anterior. E o segurado não poder usufruir de nenhum outro benefício correspondente se configuraria em desequilíbrio atuarial em prejuízo do trabalhador.
A desaposentadoria do segurado, portanto, não afronta o equilíbrio atuarial do sistema previdenciário, mas o reforça.
Por fim, as recentes Emendas Constitucionais buscaram homogeneizar os regimes previdenciários dos trabalhadores do setor público e privado. Um exemplo é que o rol dos benefícios tem de ser o mesmo.
Pois bem, no setor público, o servidor que completa as carências tem direito a um abono de permanência equivalente à contribuição previdenciária. Trata-se, na verdade, de uma isenção de contribuição, pois tal servidor já contribuiu o suficiente para sua aposentadoria.
Pergunto: Como fica o tratamento equânime respaldado na Constituição Federal? O servidor público fica isento das contribuições e o trabalhador do setor privado tem de continuar a contribuir.
Não há argumento que justifique essa injustiça com os desaposentados. E injustiça se resolve na Justiça.
Fim do fator desperta polêmicas escrito em sexta 04 junho 2010 09:03
A aprovação do fim do fator previdenciário, criado para reduzir o valor dos benefícios dos que se aposentam mais cedo, e de um reajuste de 7,72% às aposentadorias e pensões acima de um salário mínimo, está recebendo duras criticas do presidente Lula.
Segundo Andreia Antonacci, advogada trabalhista e previdenciária e especialista do Cenofisco, a aprovação do presidente ao projeto permitirá que mais de 8,4 milhões de aposentados recebam o reajuste retroativo ao aumento ofertado no início do ano, referente aos meses de janeiro, fevereiro, março, abril, maio e junho.
A advogada também lembrou que o fator foi aprovado durante a gestão de Fernando Henrique Cardoso como medida para evitar aposentadorias precoces e reduzir o déficit da Previdência. Seu cálculo leva em consideração o tempo de contribuição, a idade do trabalhador e a expectativa de vida do brasileiro.
Lula posterga decisão sobre 7,7% escrito em sexta 04 junho 2010 08:55
Brasília - O governo deverá esperar até o fim do prazo legal -
dia 15 - para emitir um parecer sobre a proposta aprovada pelo
Congresso que tem provocado grande repercussão nas últimas semanas:
a medida provisória que concede reajuste de 7,7% para aposentados e
pensionistas que recebem acima de um salário mínimo e acaba com o
fator previdenciário a partir do ano que vem.
Interlocutores do Palácio do Planalto destacam que o reajuste é
analisado por vários ministérios, como os da Fazenda, do
Planejamento e da Previdência Social. O assunto tem sido tratado
com cautela pelo governo federal devido à possibilidade de uma
repercussão negativa em pleno processo eleitoral.
A proposta original do governo era conceder reajuste de 3,5%, mas
após acordo com centrais sindicais e entidades, ficaram definidos
6,14%, índice que também se modificou com a votação no Congresso. O
presidente Lula deixou claro que a intenção é que os aposentados
recebam pelo menos os 6,14% oferecidos inicialmente.
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